ALIEN, O 8º PASSAGEIRO (1979) deu início às protagonistas femininas em franquias de ação

Alien, o 8º Passageiro começa com a nave espacial Nostromo que, ao voltar à Terra, recebe estranhos sinais vindos de um asteroide. Um dos tripulantes é atacado ao tentar investigar a situação. Trata-se de uma estranha criatura, que utiliza seres humanos como hospedeiros para procriar. Quando o sujeito retorna à nave, carrega dentro do corpo o embrião alienígena. Começa o caos.

O filme é sci-fi, mas também suspense e terror. A trama cria a tensão necessária para prender a atenção do espectador e deixá-lo temerário sobre o que pode acontecer com os tripulantes.

Rompeu com a era dos extraterrestres “bonzinhos” no cinema, graças principalmente à figura grotesca e assustadora, assinada pelo artista surrealista H. R. Giger. Pela primeira vez um ser não humano soava verdadeiro. 

Além disso, serviu para catapultar as carreiras do diretor e da atriz Sigourney Weaver.  

John Hurt in Alien (1979)

Ridley Scott não era a primeira opção do estúdio – substituiu Waltter Hill que, no mesmo ano, fez Warriors: Os Selvagens da Noite e depois outros cults como 48 Horas (1982, com Nick Nolte e Eddie Murphy) e Ruas de Fogo (1984, estrelado por Diane Lane e Rick Moranis).

Ajudado por ótima equipe técnica, o cineasta e sua equipe conceberam um visual surpreendente – décadas depois, jamais soa datado. Merecidamente, o filme foi premiado com o Oscar de Efeitos Visuais e indicado à estatueta de Direção de Arte. Recebeu diversos prêmios indicações.

Pouco depois, em 1982, Scott confirmaria seu talento em outro clássico da ficção científica, Blade Runner, eventualmente considerado o melhor do gênero na história do cinema, em páreo duro com 2001: Uma Odisseia no Espaço, do gênio Stanley Kubrick.

Sigourney Weaver, Ian Holm, John Hurt, and Tom Skerritt in Alien (1979)

Curiosamente, Sigourney Weaver também não era a atriz escolhida pelos produtores quando o projeto começou a ganhar vida. No primeiro roteiro, o personagem Tenente Ripley era homem. Quando virou figura feminina, seria interpretado por Veronica Cartwright. Só depois que o nome de Weaver foi definido para interpretar a protagonista. Deu liga. Ela é precursora entre as atrizes estrelas em franquias de ação. Angelina Jolie, Mila Jovovich, Jennifer Lawrence e Scarlett Johansson são suas herdeiras. O Oscar a colocaria para apresentar uma categoria ao lado de Gal Gadot, a Mulher-Maravilha, e Brie Larson, a Capitã Marvel, as duas heroínas mais rentáveis do cinema até então no século XXI. Justa reverência.

Os coadjuvantes também têm boas interpretações. Desde John Hurt (ganhador do Globo de Ouro um ano antes por O Expresso da Meia-Noite), até a própria Veronica Cartwright.

O longa virou clássico. Ganhou  três continuações: Aliens, O Resgate (1986, de James Cameron), Alien 3 (1992, de David Fincher) e Alien – A Ressurreição (1997, de Jean-Pierre Jeunet).

O personagem-título marcou presença até em gibis do Batman, que influenciaram um cultuado curta-metragem de Sandy Collora, Batman Dead End. E nos caça-níqueis Alien vs. Predador (2005), e Alien vs. Predador 2 (2007). Além de pré-sequências duvidosas e outros produtos.

Harry Dean Stanton in Alien (1979)
Alien (1979)

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