OS GOONIES (The Goonies, 1985) traduzia nossas brincadeiras na infância

Por RODRIGO REMA

Ainda me lembro dos dias que chamava o pessoal da rua e saía de manhã bem cedo para brincarmos de pirata, caça ao tesouro, etc. Nobre juventude que eu tive, daqueles tempos que ficam marcados em nossa memória para sempre. Desse mesmo tempo também guardo um filme no fundo do meu coração, que provavelmente reuniu em quase duas horas todas essas brincadeiras que inventávamos quando garotos: Os Goonies. Tudo o que imaginávamos nessas travessuras, as armadilhas, os malvados, as trapalhadas, tudo, tudinho mesmo, estava ali, na tela. É um daqueles filmes que marcam, e mesmo que não seja o melhor filme já feito, acaba se firmando um dos mais divertidos.

Quem assina a direção é Richard Donner, o mesmo responsável por clássicos como Superman e a série Máquina Mortífera. Sem dúvida nenhuma fez um ótimo trabalho com as crianças, personificando de maneira bem sólida cada uma, além de imortalizar uma família bem atrapalhada como os bandidos da história, os temíveis Fratelli. Se sua competência ao criar o clima perfeito já não fosse o suficiente, ele contou nada mais nada menos com talvez a pessoa mais importante do cinema Hollywoodiano da época para a produção: Steven Spielberg. O roteiro, aliás, é baseado em uma história escrita pelo próprio Spielberg, com a adaptação feita por Chris Columbus, o mesmo de Esqueceram de Mim e, mais recentemente, os dois primeiros Harry Potter.

Em uma tarde melancólica de despedida dos garotos, eles acham no porão da casa do protagonista Mikey (interpretado por Sean Astin, mais conhecido como o Sam de O Senhor dos Anéis) um mapa que supostamente levaria a um tesouro escondido. Sem nada a perder, os garotos começam uma aventura em busca da única esperança de manterem seus tetos e impedirem a separação do grupo. Só que um dos pontos de partida de tudo é uma casa à beira da colina onde os Fratelli estão foragidos, o que os coloca na história. Além de todos

Não há como ouvir o nome dos personagens e não se lembrar das trapalhadas durante a aventura: o Gordo (traduzido às vezes como Chunk) e seu jeito atrapalhado de ser, Bocão e o seu espanhol assustador, Data e suas invenções mirabolantes, as cenas de amor entre Brand e Andy, a solitária no meio dos meninos Stef e o inesquecível monstro Sloth, que contava com uma excelente maquiagem.

Há os perigos armados por Willy Caolho, o suposto dono do navio pirata onde sonham haver o dinheiro que procuram. Os garotos também têm que fazer diversas artimanhas para não serem pegos pelos vilões da história.

São por essas e outras razões que Os Goonies é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos. Além de ter uma história excelente, personagens cativantes e todo um espírito único de aventura infantil, é uma obra que marcou bastante uma fase em minha vida.

A minha intenção ao escrever essa crítica é que algumas pessoas se identifiquem com minhas palavras ou, se não conhecem o longa, que tenham ficado ao menos curiosos para se deleitarem desse inesquecível presente que o cinema nos ofereceu com toda a sua magia e encanto.

No mais, só tenho a agradecer. E também a inesquecível música Good Enough, na voz de Cyndi Lauper.

Os Goonies
The Goonies.
Estados Unidos. 1985.
Direção: Richard Donner.
Com Sean Astin, Josh Brolin, Jeff Cohen, Corey Feldman, Kerri Green, Martha Plimpton, Ke Huy Quan, John Matuszak, Robert Davi.
114 minutos.

RODRIGO REMA nasceu em Santos, é amante de cinema, assistidor de séries e filmes, estes há 25 anos, sendo frequentador assíduo das salas de exibição semanalmente, leitor de livros e internet, praticante de tênis de mesa. Admirador desde a saga Star Wars até os heróis e vilões presentes em Os Vingadores, passando pelos clássicos de terror, como O Cemitério Maldito, O Iluminado e It: A Coisa, adaptados das obras de Stephen King.

Sean Astin, Corey Feldman, Jeff Cohen, and Ke Huy Quan in The Goonies (1985)

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