A história de MARILYN MONROE

Musa, Deusa do cinema, maior estrela hollywoodiana nos anos 50, quiçá de toda a história da sétima arte.

Natural de Los Angeles, Norma Jeane Mortenson, ou Baker, dependendo da fonte e da época, nasceu em 1º de junho de 1926. De infância difícil, precisou viver em lares adotivos, lidar com a doença mental da mãe e crescer sem saber quem era o pai.

Atuou em vários pequenos filmes, posou nua para um calendário em 1949. Graças a um fotógrafo oportunista que vendeu os direitos das fotos ao Hugh Hefner por 500 dólares, foi a primeira coelhinha da Playboy em dezembro de 1953. Mas jamais viu um centavo da publicação.

Esteve no premiado A Malvada (1950), com Bette Davis. Tornou-se imortal ao estrelar clássicos como Os Homens Preferem as Loiras, Como Agarrar um Milionário e Torrentes de Paixão (os três de 1953), O Pecado Mora ao Lado (1955) e Quanto Mais Quente Melhor (1959) – este considerado, muitas vezes, a melhor comédia de todos os tempos.

Rotulada injustamente de loira burra, Marilyn buscou, ao longo da carreira, reconhecimento artístico. Não foi o tipo de estrela afetada, que se deslumbra facilmente com o sucesso. Chegou a deixar Hollywood e se mudar para Nova York, onde frequentou o respeitado Actors Studio.

Seu potencial dramático, no entanto, pode ser comprovado em filmes como Almas Desesperadas (1952) e O Rio das Almas Perdidas.

Ditou a moda, foi imitada à exaustão. Executivos de estúdios concorrentes sempre buscavam encontrar a sua “Marilyn”. Em vão.

Casou-se muito jovem com um conhecido da vizinhança, onde encontrou lar e estabilidade, mas não a felicidade. Também foi esposa do dramaturgo Arthur Miller e amante de Frank Sinatra. No entanto, foi amada pelo ex-jogador de baseball Joe Di Maggio, com quem manteve um relacionamento complicado. Relatos dizem que ele a espancou mais de uma vez. Também foi ele, o único que, após a morte da estrela, continuou levando flores ao túmulo dela.

Há quem diga que ela procurou, nesses relacionamentos, a presença masculina para preencher o vazio deixado pela falta do pai. Assediada por homens e mulheres, conviveu com a paixão obsessiva de uma professora de interpretação.

Sentiu-se culpada pela morte de Clark Gable, com quem contracenou em Os Desajustados (1961). O astro sofreu um infarto no miocárdio. Marilyn achava que seus atrasos durante as filmagens contribuíram para o desgaste do colega.

A morte de Marilyn, em 5 de agosto de 1962, aos 36 anos, até hoje é controversa. “Oficialmente” aconteceu em virtude de barbitúricos usados em excesso que ela tomava contra a depressão. Pode ter sido assassinada pela CIA, numa queima de arquivo, pois suas ligações comprometiam os irmãos Kennedy no poder.

O mistério em torno de sua morte e outros episódios, como o “Parabéns a você” cantado para o então presidente John F. Kennedy, e sua demissão da Fox antes do término das filmagens de Something’s Got to Give (1962, reconstituído anos depois), ajudaram a imortalizá-la.

Quem deseja saber como foi a conturbada vida da estrela deve conferir a biografia A Vida Secreta de Marilyn Monroe, de J. Randy Taraborrelli, que virou minissérie televisiva.

Há, ainda, Sete Dias com Marilyn, no qual a musa recebe uma interpretação digna de Michelle Williams: a trama mostra os bastidores das filmagens de O Príncipe Encantado (1957), de Laurence Olivier.

Linda, sexy, chique, charmosa, voluptuosa, simples, boa atriz, triste, cativante, sensível, engraçada, leal. Não importam quantos adjetivos sejam dados, a complexidade de Marilyn Monroe jamais será compreendida totalmente. Assim como ninguém poderá substituí-la.

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