GUERRA NAS ESTRELAS (Star Wars, 1977) transformou a indústria cinematográfica

25 de maio de 1977: quando a indústria cinematográfica se transformou. Que legiões de fãs passaram conhecer a Força e histórias fantásticas ocorridas em uma galáxia muito, muito distante.

Star Wars IV: Uma Nova Esperança, conhecido à época no Brasil como Guerra nas Estrelas, e atualmente também chamado de Episódio IV, chacoalhou o mundo. Eram os anos 70. Período da Nova Hollywood: geração de cineastas que rompeu com o status quo da Era de Ouro dos estúdios e, influenciados especialmente pela nouvelle vague francesa, decidiu fazer “cinema de autor”.  Integravam a turma Martin Scorsese, Peter Bogdanovich, Michael Cimino, Paul Schrader, Steven Spielberg, Brian De Palma, Francis Ford Coppola e George Lucas.

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Lucas incorporava todos os chavões (para os ignorantes) dos futuros nerds: usava óculos, era inseguro, desajeitado. Tinha mente brilhante.

Após ser assistente de Coppola, de quem foi amigo, e arriscar-se  aqui e ali, teve a ideia para o universo que encantaria gerações. Inspirado nos filmes de samurais, faroestes, e buscando criar uma fábula para todas as plateias, finalmente desencantou.

Para tanto, levou muitos “nãos” de diversos executivos. Até conseguir um contrato o qual abria mão de salário fixo maior, desde que tivesse os direitos de merchandising: material escolar, lancheiras, bonequinhos, tudo que levasse a marca do filme. Uma das maiores jogadas de mestre na história do cinema. Ficou milionário e teve a independência que almejava para continuar a franquia.

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Escrever sobre Guerra nas Estrelas renderia muitos e muitos parágrafos. Ensaios, artigos gigantes, livros. Sua trama é conhecida de traz para a frente por muitos. O jovem fazendeiro Luke Skywalker (Mark Hamill), o contrabandista Han Solo (Harrison Ford), e a Princesa Leia (Carrie Fisher) lutam contra o tirano Império Galáctico. Eles têm a ajuda dos Droids R2-D2 e C3PO e de Chewbacca, melhor amigo de Solo e copiloto na célebre nave Millennium Falcon. Eles precisam destruir a super-arma do Império, Estrela da Morte, capaz de aniquilar planetas inteiros.

Superficialmente parece a manjada história do bem contra o mal. Parece. Pois é profunda em diversos aspectos. Críticos de então torceram o nariz e se arrependeram. Reproduz à exatidão a Jornada do Herói de Joseph Campbell (1904-1987). E traduz o sentimento de Lucas e seus colegas de geração: o Império representa os estúdios e seus velhos executivos, intolerantes, antiquados, ultrapassados e sem conexão com o o mundo, a sociedade, enquanto os rebeldes são os cineastas, ávidos por liberdade.

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Traz a icônica trilha sonora de John Williams e efeitos visuais pioneiros. Recebeu dez indicações ao Oscar e levou seis categorias. Tem um dos maiores vilões da história do cinema, Darth Vader, cujo figurino e sabre de luz seriam imitados na série japonesa Jaspion e o maléfico Satan Goss. Até a base da Legião do Mal, no desenho animado Superamigos, se inspira no capacete de Vader.

Virou uma das maiores franquias não apenas nas telonas, mas em livros, quadrinhos, jogos. George criou a Lucas Films, vendida recentemente para a Disney.

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Ver o filme nos anos 80, na minha infância, tornava-se um evento social. A velocidade de informação era bem diferente dos dias atuais. Conferir o longa na tevê aberta soava novidade. A família se reunia em frente à tevê. Os tempos mudaram. Uma Nova Esperança ganhou versões remasterizadas, atualizadas. Seu encantamento jamais se perdeu.

Dois livros contém detalhes sobre aqueles anos: George Lucas – Skywalking: a vida e a obra do criador de Star Wars, de Dale Pollock, e o irresistível Como a Geração Sexo-Drogas-e-Rock’n’roll Salvou Hollywood, de Peter Biskind.

A Disney, atual comandante da Lucas Film (desde 2012) e que não dá ponto sem nó, deve seguir adiante por mais 10, 20, 40 anos ou mais com a série e fazer muitos bilhões. Nós agradecemos.

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